domingo, 23 de junho de 2013

Renegociações...

- Estou sim, é dos seguros?
- É sim, o que deseja?
- Preciso negociar um reboque que me preste auxílio.
- Teve um acidente?
- Ainda não... Mas acho que vou ter daqui a meia dúzia de quilómetros.
- Como é que sabe?!
- É que o crl do GPS obriga-me sempre!
- Qual é a marca desse GPS?
- Troyka...

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Prazo?

A forma como o Governo se tem apresentado ao país nas últimas semanas transmite uma sensação de ocaso político.

Por definição, os governos devem cumprir os seus mandatos. Bem sei que também se deveriam preocupar em respeitar os seus projetos eleitorais, mas a democracia portuguesa é fértil em nuances.

Neste caso, a situação é particularmente frágil. Passos Coelho lidera um elenco governativo com uma missão dificílima. Há mesmo quem diga impossível. Na presente situação do país seria utópico imaginar uma legislatura tranquila. Há um memorando que se pretende cumprir a pretexto de dinheiro essencial para pensões e salários.

Posto isto, seria importante tentar perceber o futuro deste Governo e, por inerência, deste país. E, meus caros, o panorama é absolutamente desanimador...

Em primeiro lugar, parece que Passos Coelho entrou numa gestão "roleta russa". As matérias são apresentadas de forma impreparada, a dimensão política dos assuntos perdeu-se numa posição não apenas crispada, mas também autista.

A seu lado, o "jongleur" Portas  persiste em malabarismos que só mesmo em mentalidades terceiro mundistas ainda conseguem eleitores.

Em seu redor, uma miríade de ministros e outros acessórios que, a bem da verdade, mereciam um pouco mais de consideração (pelo menos alguns, entenda-se).

Entretanto, Portugal rumina lentamente estes espamos. Roçando entre a incredulidade e a apatia, cumulando uma ferida que, em passo lento, pode redundar em revolta.

E, nos entrefolhos, eleições autárquicas. Ninguém pode dizer que Deus não tem sentido de humor...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Baylou amigo, a França está contigo...

Não surpreende este alinhamento de Bayrou em torno de Hollande. Sarkozy granjeou ódios refinados nos diferentes quadrantes da vida política francesa e apresta-se a sair de cena por uma porta muito, mas mesmo muito pequena...
Mas deve ser reconhecido que Hollande vencerá sobretudo num exercício sociopolítico em que a aliança Merkozy nunca foi perdoada. Essa colagem estéril e artificial condenou Sarkozy a um afunilamento eleitoral que lhe trará uma derrota mui amarga no próximo domingo.
Contudo, a França permanecerá. E consigo, uma Europa que terá de reorganizar-se perante este resultado eleitoral. Não se adivinhando oscilações extraordinárias (seria pueril imaginar Hollande como a resposta da esquerda à debacle dos últimos anos), pelo menos existirá a necessidade de refundar a tapeçaria europeia. E acreditem, a Europa necessita urgentemente de redefinir o seu rumo socioeconómico, começando por uma reorganização clara nas relações com os restantes continentes.
Uma Europa crescentemente permeável à influência e ao capital estrangeiro conduzirá, forçosamente, ao declínio acentuado. É momento de dar verdadeiro significado à expressão "União Europeia".
Não deixará de ser irónico que a subida da esquerda francesa despolete a consolidação duma noção de Europa "impermeável"...